
O Cerrado paulista é um bioma que, à primeira vista, pode parecer árido, marcado por arbustos retorcidos e solos secos, mas basta um olhar atento para perceber a complexidade que existe ali.
Esse é o segundo maior bioma do Brasil e um dos mais ricos em biodiversidade do mundo. Em Ribeirão Preto e região, pequenos refúgios ainda resistem à expansão urbana e ao avanço da agropecuária.
Ipê-amarelo (Handroanthus chrysotrichus)
Reconhecido como símbolo nacional da flora brasileira, o ipê-amarelo floresce entre o final do inverno e o início da primavera, cobrindo sua copa com uma explosão de flores amarelas antes de renovar as folhas. Suas raízes profundas e sistema de crescimento vertical ajudam-na a resistir calor e estiagens. Além disso, é amplamente utilizada na arborização urbana justamente pelo baixo impacto na infraestrutura urbana.
Barbatimão (Stryphnodendron adstringens)
Menos vistosa em termos de flor, mas rica em utilidades. O barbatimão é uma árvore típica com a casca utilizada tradicionalmente como adstringente e cicatrizante. No contexto ecológico, sua presença contribui para a restauração de áreas degradadas, dado que tolera solos pobres e secas prolongadas.
Murici (Byrsonima crassifolia)
O murici se destaca por sua dupla função: ornamental e alimentar. Suas flores amarelo-ouro decoram a paisagem e seus frutos são consumidos in natura, em sucos, doces e geleias, ricos em fibras e vitaminas.
A flora e fauna do Cerrado são essenciais para garantir o equilíbrio climático, a fertilidade do solo e o sustento da população que depende da natureza para viver.