COMO UM ACESSÓRIO SIMPLES VIROU SÍMBOLO DO FEMINISMO GLOBAL

Em 21 de janeiro de 2017, a Women’s March levou milhões às ruas em Washington, D.C., e em várias cidades do mundo, protestando contra o discurso misógino e a ameaça de retrocessos nos direitos das mulheres. Entre cartazes e vozes, um símbolo ganhou destaque: os gorros rosa com orelhas de gato, que rapidamente se tornaram expressão visual de resistência.

Criado por Krista Suh e Jayna Zweiman, o projeto nasceu da indignação diante de comentários sexistas do então presidente eleito. A simplicidade do design permitiu que qualquer pessoa participasse, transformando o tricô em rede de colaboração e empoderamento. Para muitas, usar o gorro era um gesto político que dizia “estamos juntas”.

O impacto cultural foi imediato, ganhando reportagens, capas de revista e até desfiles, como o da Missoni, que levou o símbolo às passarelas. O acessório também gerou debates sobre inclusão, já que parte do movimento apontou a necessidade de um feminismo mais diverso e representativo. Ainda assim, o gorro permanece como um marco do ativismo contemporâneo, mostrando como a moda pode traduzir indignação, união e força coletiva.

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