Nas últimas décadas, o mundo se acostumou a ver o petróleo como símbolo máximo de poder. Mas, na era da transição energética, quem dita o jogo são os outros recursos: lítio, cobalto, níquel e terras raras.
Esses minerais estratégicos são a base das baterias, turbinas e painéis solares que impulsionam a economia verde. A disputa por eles reacendeu a corrida global por influência e controle.
Hoje, a China domina mais de 70% do refino mundial desses elementos, enquanto Estados Unidos e União Europeia tentam reagir com políticas de independência tecnológica. O Brasil entra nesse tabuleiro como um possível protagonista: detém 94% das reservas conhecidas de nióbio, além de depósitos promissores de lítio no Vale do Jequitinhonha e de terras raras espalhadas por várias regiões.
Essa nova corrida mostra que, no século XXI, o poder não virá apenas do que está sobre a terra, mas, principalmente, do que está escondido sob ela e se o Brasil conseguir investir em tecnologia e regulação, pode deixar de ser apenas fornecedor e se tornar um ator central na economia verde.