Se você mora ou conhece alguém que reside em São Joaquim da Barra (SP) há muito tempo, certamente já ouviu alguma dessas histórias que fazem parte do imaginário popular local. A cidade historicamente conhecida por sua cultura do agronegócio e comércio pulsante, guarda também suas histórias, perpetuadas pela oralidade.
Nos bancos da Praça 7 de Setembro, facilmente você ouviria de algum dos moradores que por lá se reúnem diariamente algumas dessas inúmeras histórias. Uma das mais antigas lendas, que faz parte das histórias que datam a fundação do município, diz que havia uma linda mulher indígena de uma tribo local, chamada Oiçaí, que se apaixonou perdidamente por um homem branco de nome Joaquim.
Na tradição de sua tribo, os dois não poderiam se casar. Sem poder viver com o grande amor, Oiçaí se revoltou com a situação e se jogou em um riacho da cidade, lançando os dizeres: “Que meu corpo se transforme em perfume e que todos que desta água beberem, passem o resto de suas vidas adorando e cuidando deste lindo lugar”.
Ao fim da lenda, dizem os populares, que Joaquim, com todo carinho, passou a cuidar até o fim de sua vida do riacho de nome Barra como se estivesse cuidando de seu grande amor. Perpetuando as afirmações da amada: “Quem bebe desta água uma vez, aquí sempre voltará”.
Além desta, uma outra história que por anos assombrou moradores da cidade, foi a famosa bola de fogo que, segundo os moradores, especialmente os que vivenciaram a juventude na década de 1970, descia do Cemitério Municipal e percorria a rua Paraná até o centro da cidade.


