Um olhar feminino para as profissionais do sexo

Brenda Campos é uma jovem de 22 anos, que eu conheci em uma das minhas visitas a ONG Vitoria Regia, instituição que contribui no auxilio de mulheres profissionais do sexo na cidade de Ribeirão Preto. Um grupo repleto de mulheres com um objetivo muito bonito de prestar ajuda psicológica, social e judicial as profissionais do sexo.

Como você conseguiu entrar para o time da ONG?

R: Consegui entrar para o time da ONG através do estágio obrigatório da minha faculdade. Eles organizam um template de um termo de compromisso para ser assinado por ambas as partes (eu e a Larissa, Diretora da ONG Vitória Régia)

Eu já havia feito um trabalho locorregional na faculdade que precisava de movimentos feministas em Ribeirão preto. Foi através dessa pesquisa que achei o trabalho incrível da ONG.

Qual a sua área de atuação na ONG?

No dia a dia, eu auxílio a ong em tudo o que precisam! Mais voltado para à administração. 

Como estudante de história, realizei uma linha do tempo detalhada da ONG, com todos os projetos até hoje. 

Também auxílio o fechamento do mês para prestação de contas, a montagem dos kits de saúde sexual, cesta básica. Também entrou em contato com possíveis parcerias para captação de recursos etc.

No tempo que está ai, qual foi a ação feita que mais te impressionou?

R: A ação que mais me impressionou foi a diversidade de focos que elas têm. Seja para com as mulheres trans, seja para com as mulheres cis, seja apoio psicólogo,kits de saúde, cesta básica… é um apoio sem fim.

Brenda Campos da ONG Vitória Régia busca apoio para a entidade

Você sentiu algum choque de realidade em algum momento? Qual foi?

R: Meu maior choque de realidade foi a dificuldade que a ONG tem de captar recursos, ser acolhida pelo estado e em alcançar mais público. Na minha inocência, acreditava que uma ONG com um projeto tão bacana teria uma visibilidade muito maior. É uma pena que não seja o caso

Como você descreveria o papel da ONG no apoio às garotas de programa da cidade?

R: Eu acredito que a ONG tenha um papel fundamental na humanização dessas mulheres. Ver elas, entender o que precisam,orientá-las. Mostrar para ela seus direitos e deveres. A ONG é uma porta de entrada , ao meu ver.

Você sente que elas confiam nos profissionais da ONG? Como é construída essa relação?

R: Eu acredito, no meu pouco tempo de experiência, que muitas delas confiam sim, mas não posso generalizar. Algumas procuram o básico e não “compram” a ideia da ONG, o que não faz mal. Seja de qualquer jeito, estão sendo atingidas de forma positiva.

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